Paradeira…

14 14UTC Dezembro 14UTC 2009 por Elton Quadros

Bom, evidentemente, o blog anda muito parado. Mas, isso se explica pelo fato do ICA ser formado, predominantemente, por professores  e estudantes, e, com isso,  final de semestre é muita correria e muitas atividades.

Em breve voltaremos às atualizações semanais.

Abraços e até!

Eu só penso nisso!rs

Uma história que faz pensar…

29 29UTC Outubro 29UTC 2009 por Elton Quadros

Do site da Revista Dicta & Contradicta (www.dicta.com.br) e postado por Júlio Lemos:

 

O livro Wittgenstein: The Man and His Philosophy traz uma história altamente relevante, que aproveito para traduzir aqui:

Um sábio chinês, em um passado longínquo, certa vez foi abordado pelos seus discípulos, que lhe perguntaram o que ele faria se lhe fosse concedido o poder de colocar em ordem os assuntos do país. Ele respondeu: “Eu certamente garantiria que a linguagem fosse empregada com correção”. Os discípulos ficaram perplexos. “Na verdade”, eles disseram, “se trata de um assunto meio banal. Por que o Sr. atribui tanta importância a isso?”  E o Mestre replicou: “Se a linguagem não é empregada com correção, então o que é dito não é o que se quer dizer; se o que é dito não é o que se quer dizer, então o que deve ser feito permanece por fazer; e se permanece por fazer, a moral e a arte serão corrompidas; se a moral e a arte forem corrompidas, a justiça não funcionará; e se a justiça não funcionar, então o povo entrará num estado de confusão sem volta”.

Sobre a segunda etapa conquistense do Projeto Sonora Brasil

14 14UTC Outubro 14UTC 2009 por ICA

Meu conhecimento restrito dos autores de música clássica das mais diversas épocas – por vezes, limitado a nomes de meu gosto como Mozart e Beethoven, e, também, a nomes ‘menores’ como Dvořak e Rimsky-Korsakov, autores de obras que aprecio – ainda não me permite emitir juízos seguros sobre execuções, regentes, solistas, tenores. E é exatamente por causa da minha ignorância quase completa em termos de outro tipo tradicional de música, a música popular dos grandes violonistas brasileiros, que me impede de enunciar opiniões minimamente válidas sobre quaisquer aspectos técnicos no tocante à execução, aos arranjos ou a outros aspectos da metalinguagem musical. O que resta a mim, portanto, é o impressionismo crítico do leigo (ou do quase leigo) que, ao tecer comentários a respeito de uma obra (neste caso musical), não se preocupa em legitimar ‘cientificamente’ ou ‘positivistamente’ suas opiniões; longe disso, como o a própria definição de impressionismo determina, preocupa-se em opinar, sendo que o que ele fala é influenciado diretamente pelo que sentiu (ou ouviu). Sendo assim, o concerto de ontem à noite, 13/10, do Projeto Sonora Brasil, produzido pelo SESC – que trouxe à Conquista dois violonistas –, serve como objeto de minha apreciação. Devo afirmar que, apesar da rara habilidade e destreza de Marcelo Fernandes – o primeiro a se apresentar – com o seu instrumento, os seus trejeitos teatrais e dramatúrgicos de sua expressão e de sua própria execução desviam a atenção de uma mente já importunada por incômodos ‘ruídos celulares’ (retomarei este assunto logo mais), sem contar o seu violão que, em certas músicas ou apenas em certos momentos, dava sinais de ligeira desafinação. Enquanto a Henrique Annes, o segundo músico da noite, o que poderíamos dizer? Diríamos que seus dedos passeiam pelas cordas do violão como cavalos em agradáveis e primaveris pradarias (ou seria uma figura poética demasiada)? Diríamos que é impossível aquele senhor ter errado uma nota sequer? Diríamos que sua própria aparência senil e respeitosa cativa-nos a ouvi-lo com ainda mais atenciosa audição (a despeito das tamancadas, chamadas telefônicas, interferências)? Talvez diríamos. Mas seria tolo o exagero de poetizar todo o concerto e não falar nada de música. A desculpa é que certos tipos de músicas (o que não inclui, decididamente, ‘funk’, ‘arrocha’, e afins), ou certas músicas, contagiam-me com uma dose de lirismo que parece não ter fim. Eis a beleza da música.

Contudo, o ponto que mencionei logo acima e que aparecerá nas próximas linhas é o de que, em noites como a de ontem, precisamos de concentração de enxadrista para ouvir a música com a devida atenção que ela merece (o ‘precisamos’ se refere aos que realmente freqüentam eventos similares para ouvir música e não fazer outra coisa). Quando não estava sendo importunado por inúmeras chamadas de telefones celulares (porque não houve só uma) que igualaram o ambiente a call-centers, ou pelo passeio ruidoso do cameraman da TV UESB pelo local, ou por um levanta-e-senta de pessoas que não teriam razão em reclamar de alunos do ensino primário que, igualmente, comportam-se de semelhante maneira, ou, ainda, por um levanta-e-senta-e-desfila de mulheres cujos tamancos ecoavam no auditório mais que em espetáculos de flamenco e sapateado, consegui ouvir a música. Concluí que, por mais de uma razão, é tremendamente útil jogar xadrez.

Autor – Lucas Pereira é estudante de Letras e secretário do ICA

Hoje, 13 de outubro às 20 horas, no Centro de Cultura:

13 13UTC Outubro 13UTC 2009 por Elton Quadros

Se for tão bom quanto o anterior… será ótimo!

SonoraBrCartaz

Domingo com balé

5 05UTC Outubro 05UTC 2009 por Elton Quadros

Grupo Corpo na apresentação Bach. Sou mais da turma do balé clássico, mas, gosto também de algumas coisas da dança contemporânea… esse espetáculo do Corpo é uma delas:

Domingo com poesia

27 27UTC Setembro 27UTC 2009 por Elton Quadros

Do livro A Balada do Cárcere de Bruno Tolentino

A PAIXÃO SEGUNDO NÓS MESMOS

I

A paixão segundo nós mesmos
não é o mero exercício inglório,
o exaustivo repositório
do sem-sentido dado a esmo
e usado em vão: essa paixão,
malentendida como a vida,
como a lenda da perfeição,
é a demonstração desmedida
da descoberta do sensível
como um dos lados do incompleto,
do corpo embriagado, o indiscreto
enamorado do invisível
mais semicego por decreto
da insuficiente inteligência.

Porque toda paixão anda perto
dessa obscura impaciência
que de si mesma faz a tocha
perecível, e assim pouco a pouco
ilumina primeiro a coxa
tão desejada, em seguida o louco
desejo irascível, e logo,
segundo as lógicas do incêndio,
a razão mesma desse esplêndido
enamoramento do fogo:
é que não chega a existir inteira
toda a elusiva realidade
até que um corpo caia à beira
de outro corpo, na totalidade…

O apaixonado é o incendiário
da água turva da superfície,
mergulhador do imaginário
e descobridor, só por isso,
daquele assombroso esplendor
que ele adivinhou sob a pele,
sob o gesto… É por causa do amor
insensato e sensiente que ele,
um louco, toca as profundezas
do ser total, daquele êxtase
aliciante da beleza
imortal. É cavalgando a besta
que a alma depara o Criador.
Mas é tudo uma questão de amor.

II

O perigo para a criatura,
o único verdadeiro perigo,
é desconfiar dessa loucura
que a movimenta sob o signo
multiforme do imperecível.
É não confiar no invisível.

É distrair-se, é deslembrar-se
da perfeita vocação que a trouxe
a este mundo, e abraçar o disfarce,
o sensível, como se ele fosse
a total declinação do enigma:
a finitude como estigma.

Porque é tudo invisível: o nada
é o ilusório sobretudo
da vida sempre adivinhada,
a vida princípio de tudo
e sem fim como todo princípio.
O olhar apaixonado e limpo

apreende o real inteiro,
e inteiridade é devoção.
Como a semente no canteiro
primeiro estremece e só então
deita raiz, sacode a cega
unidade da terra e entrega

enfim sob uma luz perfeita
o talo, a folha, o fruto, o dente
tão frágil da nova semente
à promessa de outra colheita,
assim o olhar da criatura
recebe o mundo e a investidura

de sua semidivindade.
O perigo é baixar a pálpebra
entre o esplendor da realidade
e o desespero, essa falsa álgebra
que interpõe entre o ser e a vida
uma distância descabida.

É preciso olhar com cuidado,
lançar contra todo argumento
aquele olhar maravilhado
e novo, aquele olhar sedento
que subverte e transfigura.
O ser é a visão que procura.

O ódio no Cine Viela

21 21UTC Setembro 21UTC 2009 por Elton Quadros

Nesta quinta-feira, Vanderli Marques, comentará o filme O Ódio no Cine-Viela.

Uma charge para meditação

9 09UTC Setembro 09UTC 2009 por Elton Quadros

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Domingo com música

6 06UTC Setembro 06UTC 2009 por Elton Quadros

Um grande compositor… um grande pianista… uma grande sonata!

 

Domingo com Arte

30 30UTC Agosto 30UTC 2009 por Elton Quadros

Gosto muito dos pintores flamencos… aqui, neste domingo com arte, vai um belíssimo quadro A Queda dos Anjos de Peter Brueghel, pai (ou o velho) que viveu entre 1525-1569: